UNIDADE 01 – INTRODUÇÃO, GÊNESIS, ÊXODO E LEVÍTICO

OBJETIVO
Compreender a origem dos termos utilizados para descrever a Bíblia. Conhecer e reconhecer o conteúdo e as questões introdutórias dos livros de Gênesis, Êxodo e Levítico.

CONTEÚDO
1.1 A Bíblia e seu significado
A Bíblia é o livro que tem sido utilizado pelos cristãos no decorrer da história como material que orienta sua conduta, fé e prática. Os cristãos de língua portuguesa referem-se a este Livro Sagrado de três maneiras:



Todos os termos acima citados são corretos e não há um mais importante em relação a outro para descrever este Livro Sagrado.

1.2 PENTATEUCO
O termo “Pentateuco” faz referência aos cinco primeiros livros bíblicos. Ele vem do grego pente (cinco) e teúchos (livro, rolo).
Estudos têm mostrado que o Pentateuco, com pouca exceção de conteúdo, é essencialmente um manual de instrução que tinha como propósito guiar o povo de Israel na peregrinação. Neste sentido, seria mais adequado traduzir o termo Pentateuco por “orientação” ao invés de “lei”. 
Abrangência: o conteúdo deste bloco de livros chamado Pentateuco traz narrativas que vão desde a criação do mundo até a morte de Moisés. 
Escrita, autoria: tradicionalmente afirma-se que Moisés foi o autor de todo o Pentateuco, exceto a narrativa de sua morte (Dt 34). Alguns textos que corroboram com este ponto de vista são: Êx 24.4; Nm 33.2 e Dt 31.9,22. O NT também pressupõe a autoria mosaica em textos como de Lc 24.44 e Jo 1.45. Tanto Cristo como alguns escritores do NT afirmaram que Moisés foi o autor destes cinco livros (Jo 1.17; 7.19; Rm 10.5,19). 
Para alguns estudiosos, o fato das passagens bíblicas atribuírem ou referirem-se ao Pentateuco como a Lei de Moisés não assegura que ele foi o seu autor, mas apenas indica que no tempo em que o texto foi escrito se acreditava na autoria de Moisés. Neste sentido, a autoria seria anônima, e para alguns inclusive poderia ter acontecido no período da monarquia.
Embora não tenhamos nenhum texto que fale sobre a autoria de toda a obra, tanto a tradição judaica e como a cristã atribuem a autoria a Moisés. Não dá para dizer que Moisés não teve participação na escrita. Ele escreveu muitas porções, ainda que outra pessoa tenha feito o trabalho de redação final dos cinco livros. Entretanto, alguns textos certamente não foram redigidos por ele, como os que descrevem sua morte (Dt 34).

1.3 GÊNESIS 
Título: apesar dos títulos das versões em português serem originários da versão grega chamada Septuaginta (LXX), Gênesis é a tradução da primeira palavra encontrada no livro hebraico, ou seja, é uma tradução de bereshit. O título, que significa origem ou princípio é muito adequado, apesar de não descrever todo o conteúdo do livro, pois em Gênesis temos também narrativas. 
Assuntos
1) O livro relata o começo de tudo, menos de Deus. Sempre busca enfatizar o começo e não o fim das coisas. O começo do universo (1.1-25); da humanidade (1.26 – 2); do pecado (3.1-7); da revelação (3.8-24); da família e suas divergências (4.1-15); da civilização (4.16 – 9); das nações (10) e do povo hebreu (12-50).
2) Além da origem do homem, o livro mostra uma narrativa de sua queda no pecado, as consequências disto e seu julgamento. 
3) Salienta a soberania de Deus sobre toda a criação e a responsabilidade do homem com o Deus soberano.
4) O compromisso com a integridade que alguns indivíduos como Noé, Abraão e José tiveram é outro destaque. Eles agiram e trabalharam para cumprir as responsabilidades da tarefa que receberam.
5) O livro mostra que Deus não aceita o pecado, mas este é julgado. Isso fica evidente já na criação, quando tanto a serpente como o homem e a mulher foram julgados pelo Senhor. O episódio do dilúvio também revela o quanto Deus se desagrada do pecado julgando o ser humano, bem como mostra o amor e a graça do Senhor, que alcançam aqueles que o ouvem. A ação salvadora de Deus com a família de Noé revela o aspecto da Sua misericórdia e graça. 
Divisão: o livro pode ser apresentado em duas partes: a história das criações (1 a 11) e a história patriarcal (12 a 50).  
Observações de interpretação:
a) O livro apresenta textos de difícil compreensão. Nem todos podem ser interpretados literalmente. 
b) Na criação (cap. 1), o verbo hebraico bara´ revela uma criação a partir do nada. Isto é algo exclusivo de Deus, somente Ele cria do nada. Deus cria simplesmente e através de sua palavra, falando.
c) No livro, o termo “dia” nem sempre diz respeito a um período de 24 horas. Este termo pode expressar a ideia de luz ou um período. Além disso, o texto também apresenta um estilo poético quando fala da tarde antes da manhã, revelando que não há uma intenção cronológica.
d) Não sabemos de qual árvore Adão e Eva comeram o fruto. A lição é que eles caíram na tentação de crer que poderiam ser como Deus. E o que comeram representava a desobediência e o interesse de querer ser igual a Deus. 
e) O texto que descreve o episódio entre Caim e Abel mostra uma diferença no que diz respeito a ser grato. Abel teve gratidão por aquilo que Deus lhe tinha dado e provido, enquanto Caim não teve a mesma postura. O texto quer mostrar as atitudes dos ofertantes e não a qualidade ou espécie das ofertas. Tudo mostra que Deus quer adoração genuína.
f) O texto de Gn 6.1-8 apresenta a dificuldade de se saber quem eram os filhos de Deus que mantiveram relações sexuais com as filhas dos homens. Algumas possibilidades seriam: a) os filhos de Sete, em oposição aos filhos de Caim; b) anjos e c) homens poderosos, filhos de reis. 
g) No relato da torre (cap. 11), os homens se unem para fazer a maldade. Queriam que seu nome fosse famoso invadindo até mesmo o espaço divino. Foram orgulhosos e construíam uma torre para alcançar o céu (v. 4). Mas, ironicamente, Deus desce. Assim aprendemos que não podemos chegar a nenhum lugar por conta própria.
h) As promessas dadas para Abraão (Gn 12.1-3, 18.18 e 22.15-18) atingem toda a humanidade.
i) O texto do capítulo 15 mostra uma aliança formal entre Deus e Abraão. Ela representa um contrato; garantia de que a promessa de Deus seria cumprida. 
j) Em Gn 16, Sara entregar a sua escrava para Abraão para que tivesse filhos por meio dela é uma questão cultural da época. Era responsabilidade da esposa dar filhos ao marido e quando isto não acontecia o marido poderia ter filhos com outra esposa. Existia uma lei que dava tal consentimento. Assim, não foi algo ligado à promiscuidade.
k) No capítulo 31 temos o episódio que envolve o roubo de “ídolos do lar”. Na cultura da época havia a crença de que estes ídolos davam poder e sorte para aqueles que os possuíssem, por isso Raquel os roubou. 
l) O capítulo 38 de Gênesis relata a história de Judá e Tamar. Aqui está sendo mostrada a prática da lei do “levirato”. Esta lei exigia que o irmão do falecido sem filhos se casasse com a viúva e desse descendência ao morto.
m) Os capítulos 37 a 50 relatam a história de José. O destaque fica não para José, mas para o próprio Senhor, que é o verdadeiro herói da história e o seu personagem principal. 

1.4 ÊXODO
Título: o nome do livro é derivado de uma tradução latina chamada Vulgata, que fez uso da tradução grega para judeus alexandrinos chamada LXX (Septuaginta). O termo significa “saída” e é muito apropriado, pois o livro relata a saída do povo do Egito. 
Na Bíblia Hebraica o livro é conhecido pelas palavras iniciais: we’êlleh shemôt, que significam “e estes são os nomes”, ou, algumas vezes, por shemôt, que significa “nomes”.
Data do êxodo: o texto de 1Rs 6.1 afirma: “Sucedeu, pois, que no ano quatrocentos e oitenta depois de saírem os filhos de Israel da terra do Egito, no quarto ano do reinado de Salomão sobre Israel, no mês de zive, que é o segundo mês, começou-se a edificar a casa do Senhor”. Considerando que o texto data o êxodo 480 anos antes do 4º ano do reinado de Salomão, para o qual os especialistas especificam como sendo 967 a.C., a data do êxodo seria 1447 a.C. ou próxima (1450 a.C.). Esta data é chamada de êxodo tradicional. Alguns propõem a data de 1250 a.C., que é chamada de êxodo tardio. 
Esboço: o livro pode ser assim esboçado:
a) Os descendentes de Jacó no Egito (1.1–11.10);
b) A saída do Egito e a caminhada até o Sinai (12.1–18.27);
c) O pacto com Iavé (19.1–24.18);
d) Regras para o tabernáculo e para os sacerdotes (25.1–31.18);
e) A desobediência e a renovação da aliança (32.2–34.35).
Assuntos:
a) Este é o segundo livro do Pentateuco, que dá sequência à história de Gênesis. Isso pode ser verificado pelo término de Gênesis citando os nomes dos filhos de Israel (46.8), assim como o início de Êxodo apresenta os nomes dos filhos de Israel que estavam no Egito. Além disso, a partir do texto hebraico pode ser verificado o uso da conjunção “e” no início do primeiro versículo. Isso pode ser uma evidência da ligação dos livros, embora o uso de tal conjunção seja comum em outros livros também.
b) Em Gn 12.2 Deus havia prometido para Abraão que faria de sua posteridade uma grande nação. Quando chegamos no livro de Êxodo, vemos que tal promessa se cumpriu. Entretanto, devido aos descendentes de Abraão terem se multiplicado grandemente, o Faraó passa a temê-los e os escraviza.
c) O livro apresenta dois momentos especiais na vida do povo de Israel. Um deles foi a saída do Egito após Iavé libertar os israelitas da escravidão (cap. 1 – 18) e o outro destaque é para a aliança que aconteceu no monte Sinai (cap. 19 – 40). 
Observações de interpretação
a) O nome de Deus é referido pelo tetragrama YHWH. A partir do período pós-exílico, a comunidade judaica passou a evitar a pronúncia deste nome, devido à reverência por ele. A dificuldade de apresentar uma tradução deste nome junto com a questão da reverência faz com que a maior parte dos tradutores substitua a leitura por Senhor.
b) Eventos extraordinários envolveram tanto o nascimento como a criação de Moisés. Deus não apenas cuidou dele quando era bebê, mas o levou para a casa do Faraó. Isso mostra que Deus “possui muitas surpresas para comandar a salvação de Israel”.
c) Deus ergueu um libertador, preservou a vida deste libertador em meio a um grande perigo durante sua infância e ainda agiu de tal maneira que o menino foi criado “debaixo do nariz do próprio Faraó”. 
d) Uma atitude precipitada de Moisés com o intuito de defender um hebreu quase colocou tudo a perder, pois o acontecimento chegou aos ouvidos do Faraó. Este intencionou matá-lo e Moisés teve de fugir para Midiã. Mas foi em Midiã que conheceu sua esposa e constituiu sua família. Assim, vemos que Deus prossegue com seu propósito apesar dos nossos erros. Porém, não devemos usar isso como desculpa para seguirmos nossa própria vontade, pois decisões erradas, ainda que terminem bem, levam a sofrimentos que poderiam ser evitados.
e) As pragas revelam uma batalha entre Iavé e o Faraó, que era para os egípcios uma deidade encarnada. Assim, o episódio da derrota das pragas foi o mesmo que a derrota dos deuses egípcios. O comentarista LaSor apresenta um quadro das pragas no qual divide-as em grupos de três, separando a última das demais. A separação se apresenta da seguinte forma:



f) O termo “Páscoa”, a partir do original hebraico, significa “passar”.
g) É preciso considerar que a rota do êxodo é algo incerto, da mesma forma que a localização do monte Sinai. Tradicionalmente, há duas possibilidades, mas o que é certo é que o povo não atravessou pela rota do Egito, caminho conhecido como “o caminho da terra dos filisteus” (Êx 13.17). Este caminho era controlado por fortalezas. O local que hoje é conhecido como monte Sinai remonta ao século IV d.C., período em que os monges do Egito se fixaram na região.
h) Após os fatos que descrevem o livramento do povo, este viajou a caminho do monte Sinai. Foi uma longa viagem: três meses (19.1). Estes foram dias nos quais o povo pôde vivenciar o sustento de Iavé (16–18). Vários fatos marcaram estes meses: a provisão de água em Mara (15.22-25) e Refidim, onde Moisés bateu na rocha (17.1-7); o suprimento de comida (16.1-36: codornizes e maná) e a vitória sobre os amalequitas (17.8-16).
i) Por meio da aliança o povo passou a ter um relacionamento com seu Deus. Ela tornava Israel separado de todas as outras nações e o desejo de Deus é que o povo fosse santo (19.8). O povo de Israel aceitou o convite para fazer a aliança com Iavé (19.8). O texto de Êx 20.1-17 apresenta as condições da aliança e em 24.3-8 esta é ratificada numa cerimônia solene.
j) Os dez mandamentos (Êx 20.1-17) podem ser comparados com os tratados internacionais do antigo Oriente, encontrados em textos hititas dos séculos XIV e XIII a.C. A semelhança está em elementos como: 1) Preâmbulo onde há a identificação do autor (20.2a); 2) Prólogo histórico nos quais os atos bondosos do suserano para com o vassalo são expostos (20.2b); 3) Estipulações da aliança, que são básicas e bem específicas (20.3-7) e 4) Provisões para o depósito do texto (tratados eram mantidos no templo e as tábuas foram colocadas na arca – 25.16) e para uma cerimônia formal de ratificação (Êx 24).
k) O tabernáculo era para o povo de Israel o local de habitação de Iavé (25.8), ou seja, era um símbolo visível de Sua presença e o meio pelo qual eles mantinham comunhão com Iavé.
l) O tema dominante de Êxodo é a presença de Deus.
m) Os Dez mandamentos (Êx 20.3-17) fundamentam a relação divino-humano (do 1º ao 4º) e a relação humano-humano (5º ao 10º). 
n) Nos capítulos iniciais temos o relato das parteiras que salvaram a vida de crianças. Deus usou estas mulheres que parecem tão frágeis. O seu prêmio foi o de poderem constituir suas próprias famílias, por terem salvo famílias. Lição: é mais importante obedecer a Deus do que aos homens.
o) Quando Moisés já estava velho, lá em Midiã, ele foi chamado. Talvez ele já pensasse que não tinha mais nada para contribuir. Entretanto, aquele momento foi quando ele teve suas maiores experiências com o Senhor. Deus lhe revelou seu nome e disse que o povo o adoraria (algo que veio a se cumprir posteriormente).
p) O livro de Êxodo revela que Iavé é um Deus que gosta de fortes emoções. Seguir e servir a Iavé é estar envolvido em experiências emocionantes e viver fortes emoções. Israel viveu isso: Iavé permitiu que o povo enfrentasse o Faraó e, depois, o exército deste diante do mar. 

1.5 LEVÍTICO
Título: o nome “Levítico” vem da tradução grega chamada Septuaginta. No texto hebraico, o título é formado pela primeira palavra que aparece no livro: wiayyiqirâ’, que significa “E ele chamou”.
Tema: está relacionado à santidade de Deus. O livro busca mostrar os meios para o povo santificar-se.
Assuntos:
1) Levítico destaca o conteúdo como um manual para os levitas que eram responsáveis pela ministração. Entretanto, os levitas não são os principais personagens do livro.
2) O livro destaca sacrifícios e ofertas, por isso é importante observá-los. Trata do holocausto (1.1-17), da oferta de manjares (2.1-16), dos sacrifícios pacíficos (3.1-17 e 22.18-30), da oferta pelo pecado (4.1–5.13) e do sacrifício pelo sacrilégio (5.14-19). 
3) Das festas anuais destacamos: a) Sábado: era a festa mais importante, que celebrava o descanso e a libertação do Egito; b) Páscoa: lembrava o livramento da décima praga e comemorava a saída do Egito. Era a festa de peregrinação; c) Pães Asmos: esta era a observância de sete dias após a Páscoa; d) Primícias: simbolizava que toda colheita pertencia ao Senhor e era presente de suas mãos; e) Semanas: acontecia sete semanas após a festa dos Pães Asmos e era uma festa de colheita de grãos. No Novo Testamento, também é chamada de Pentecostes; f) Trombetas: era um dia de descanso comemorado com trombetas e ofertas ao Senhor; g) Dia da Expiação: esta era a observância de um jejum solene. Era o único dia do ano em que o sumo sacerdote entrava no Santo dos Santos no tabernáculo. Nesta festa, o bode expiatório era enviado ao deserto e h) Tabernáculos ou Cabanas: era a festa da colheita de frutas que acontecia no outono e durava sete dias.
Questões de interpretação:
a) A flexibilidade nas ofertas revela que Deus deseja ter comunhão tanto com o rico como com o pobre, pois cada um ofertava conforme suas condições.
b) O capítulo 5 mostra que a consciência dos israelitas só ficava em paz quando tinham a certeza do perdão. Essa era a razão de procurarem o sacerdote para o sacrifício.
c) Os capítulos 13 a 15 apresentam muitas normas de higiene e saúde. É preciso considerar que naquele período não havia hospitais nem médicos como na contemporaneidade, por isso essas atitudes eram necessárias e quem tinha uma doença contagiosa precisava afastar-se.
d) O Dia da Expiação (cap. 16) revela o zelo de Deus em levar seu povo à santidade. Nesta ocasião eram oferecidos sacrifícios por possíveis pecados ocultos que tornariam o povo impuro. Até mesmo o sacerdote precisava deste rito, de forma que primeiro oferecia por ele, por sua família e depois pelo povo.
e) A variedade de leis visava fazer de Israel um povo santo.
f) A motivação para obedecer às leis certamente era a busca da santidade.

SUGESTÕES DE LEITURA
DILLARD, Raymond B.; LONGMAN III, Tremper. Introdução ao Antigo Testamento. São Paulo: Vida Nova, 2006.
GEISLER, Norman L.; NIX, William E. Introdução bíblica: como a Bíblia chegou até nós. São Paulo: Vida, 1997. 
HARRISON, R. K. Levítico: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1989.
LaSOR, Willian S.; HUBBARD, David A.; BUSH, Frederic W. Introdução ao Antigo Testamento. São Paulo: Vida Nova, 1999. 
SAYÃO, Luiz. Comentário Rota 66. São Paulo: RTM. CDs.

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